segunda-feira, 10 de março de 2014

AVALIAÇÕES EXTERNAS E A MELHORIA DA QUALIDADE EDUCACIONAL

AVALIAÇÕES EXTERNAS E A MELHORIA DA QUALIDADE  EDUCACIONAL
A avaliação externa é um elemento que subsidia a tomada de decisão no âmbito educacional, pela sua dimensão, pois permite o acompanhamento do desenvolvimento da educação, a evolução das instituições e a implantação de novas políticas educacionais.
Como primeira iniciativa de avaliação externa veio o SAEB em 1995, depois veio as avaliações de iniciativa  dos estados, no caso de Pernambuco que tem como avaliação externa o SAEPE, que é utilizado para acompanhar, medir e implantar novas políticas de ensino no estado, visando atingir metas e melhorar os índices de aprendizagens dos estudantes.
O SAEPE é uma avaliação de caráter censitário e amostral,  que dá condições a rede estadual de Pernambuco acompanhar e monitorar o processo de ensino aprendizagem, bem como, a tomada de decisão para a implantação de novas políticas educacional.
A partir da coleta e análise dos dados de cada instituição de ensino é estabelecidas metas de crescimento, estas metas, devem ser analisada pela gestão escolar, que terá como responsabilidade, socializar com os demais membros da escola e juntos traçar o plano de ação de melhoria dos indicadores.
Com os dados do SAEPE a instituição tem condições de  comparar resultados, avaliar crescimento ou decrescimento, identificar os fatores que dificultam o processo de ensino aprendizagem, propor estudo e discussão da escala de proficiência e estabelecer estrategicamente meios de superação.
Os estudantes avaliados pelo SAEPE são aqueles que estão na etapa conclusiva de cada ciclo de ensino, ( 3º  e 5º ano do Fundamental I,  9º ano do Fundamental II e 3º ano do Ensino Médio), as avaliações contempla apenas as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Pautado nessa amostragem, avalia-se a qualidade da aprendizagem.
Além das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, o SAEPE também realiza um questionário que permite traçar o perfil do estudante, do professor das referidas disciplinas, do gestor da escola e da escola. Esses questionários dão subsídio para o estado conhecer os profissionais da educação, a infraestrutura da instituição e as condições socioeconômicas dos estudantes. Todos esses elementos são de fundamental importância para identificar os fatores que afetam a qualidade do ensino aprendizagem.
Os principais objetivos do SAEPE são:
-     Produzir informações sobre o grau de domínio dos estudantes nas habilidades e competências consideradas essenciais em cada período de escolaridade avaliado. Estes são pré-requisitos indispensáveis não apenas para a continuidade dos estudos, mas para a vida em sociedade.
-     Monitorar o desempenho dos estudantes ao longo do tempo, como forma de avaliar continuamente o projeto pedagógico de cada escola, possibilitando a implementação de medidas corretivas, quando necessário.
-     Contribuir diretamente para a adaptação das práticas de ensino às necessidades dos alunos, diagnosticadas por meio dos instrumentos de avaliação.
-     Associar os resultados da avaliação às políticas de incentivo com a intenção de reduzir as desigualdades e elevar o grau de eficácia da escola. 
-     Compor, em conjunto com as taxas de aprovação verificadas pelo Censo Escolar, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de Pernambuco – IDEPE.
Apesar de o SAEPE ter seu inicio no ano de 2005, somente a partir do ano de 2007 é que seus resultados passam a serem consolidados e divulgados, possibilitando às gerências regionais, as escolas e ao estado fazer comparações e a partir de 2008 a avaliação do SAEPE passou a ser aplicada anualmente.
A avaliação do SAEPE é elaborada com base nas “ Matrizes de Referências que apresentam o objeto dos testes. São formadas, por um conjunto de habilidades (descritores) mínimos esperados dos estudantes em seus diversos níveis de complexidade, em cada área de conhecimento e etapa de escolaridade”. (Revista do Sistema SAEPE, p.17, 2011).
A análise dos itens das avaliações do SAEPE compreende um processo bem mais complexo do que o processo avaliativo que acontece no dia-a-dia da sala de aula. “Por serem os testes do SAEPE aplicados a um grande número de estudantes, os resultados levam em consideração cada uma das habilidades presentes na matriz de referências da avaliação”. (Revista SAEPE, p.46, 2011). Os testes são compostos por unidades básicas denominadas itens, cada item tem o objetivo de avaliar uma habilidade, por ser ele um teste de proficiência.
A proficiência é uma medida do conhecimento não observável de maneira direta. Por isso, para analisar os testes do SAEPE são utilizado os procedimentos de Teoria de Resposta ao Item (TRI), essa análise permite colocar, em uma mesma escala, a proficiência dos estudantes e comparar os resultados entre diferentes programas avaliativos (SAEB, Prova Brasil e SAEPE) e de um mesmo programa ao longo de suas edições. (Revista SAEPE, p.48, 2011).
Os resultados do SAEPE são disponibilizados às escolas através das revistas ou boletins pedagógicos contendo todo o resultado dos estudantes, da escola, do município e do estado, para possíveis comparações. Essas revistas apresentam ainda a exploração do item, a margem de acerto e erros dos estudantes e a escala de proficiência.
Partindo da análise dos dados, o gestor da escola, deve promover estudos e discussão sobre os resultados alcançados e a partir daí, traçar seu plano de ação, também junto aos coordenadores pedagógicos e professores implantar novas ações para o Projeto Político Pedagógico, garantindo equidade e a qualidade do processo ensino aprendizagem.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Percebe-se que a avaliação de larga escala é uma das possibilidades dentro do âmbito educacional que todo gestor tem para se situar, sabendo onde está e aonde deve chegar. Compete a cada setor educacional,  a realização da análise dos resultados sempre na ótica de que pode avançar mais.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Portal do Caed
Portal do SIEPE/SAEPE
Revista do Sistema SAEPE 2011
Revista do SAEPE da Escola Manoel Ribeiro Damasceno 2012.








domingo, 2 de fevereiro de 2014

MINHA TRAJETÓRIA COMO LÍDER



MINHA TRAJETÓRIA COMO LÍDER
Audeni Coelho Nobre
Não há uma receita que, seguida à risca, resulte num líder
( Flávia Alves de Brito Lacerda)
Durante minha trajetória até hoje na educação, eu como tantas outras pessoas   já tive a brilhante oportunidade de ser líder de pequenos ou grandes grupos. Grupos esses, com quem pude dividir o meu profissional e crescer junto com eles.
Descobri em mim, a capacidade de liderança, quando tinha nove anos de idade e  cursava apenas  a 3ª série do Ensino Fundamental. Fui obrigada pela ironia do destino junto a minha mãe assumir o papel de uma líder familiar. Foi um momento difícil, mas de crescimento, pois naquela época  eu perdia o meu pai que até então, era o líder da família. Minha mãe semianalfabeta, dona de casa, que só entendia de cozinha, deixava todos os problemas externos para serem resolvidos pelo meu pai, que naquele dia 27 de agosto de 1983  nos deixava, vítima de assassinato. Minha mãe então, atada pelo comodismo de nada resolver, começou atribuir responsabilidades pra mim, tipo ir fazer  compras, cuidar do meu irmão mais novo, ir à cidade  com ela, porque eu era a única que sabia ler e podia entender o que estava acontecendo nos negócios que ela tinha que resolver. Enfim, assim fui recebendo responsabilidades e desenvolvendo desde cedo minhas condições de lideranças.
Na escola, enquanto estudante sempre que havia trabalho em grupo, eu ia assumindo a posição de líder e as pessoas iam criando aqueles laços de confiança em minhas ideias e deixando sempre o comando ou a apresentação se fosse o caso, por minha conta.
Na 7ª série do Ensino fundamental fui eleita pelos colegas, representante de sala, e pelo grêmio estudantil, tesoureira, ambas as funções, contribuíram para a perda da minha timidez. Na 8ª série fui nomeada oradora da turma através da votação do melhor discurso produzido entre um grupo de estudantes considerados bons oradores. Durante todo o Ensino Médio me envolvi em atividades destaques, como líder de turma, organizadora de formatura e eleita a declamadora da turma na formatura do Magistério.
Confesso que todo os processo  de crescimento enquanto estudante só foram me tornando uma pessoa corajosa, que aprendeu a gostar de desafios.
Quando iniciei minha carreira no Magistério, fiquei por oito anos em uma escola da zona rural, no sítio em que nasci e me criei. Era uma escola tranquila, sem muitos problemas e, portanto, não via desafio presente no meu campo profissional, tudo era monótono. Foi então que senti a necessidade de ir além, queria um novo campo de trabalho, que pudesse me motivar que apresentasse problemas a serem superados e mudei-me para o Distrito aonde fui exercer minha função de professora na escola sede. No primeiro ano tudo ocorreu tranquilamente, sem muitas diferenças, no ano seguinte, comecei a ver além do que tinha visto até ali, recebi para trabalhar uma turma de 3ª série com alunos de comportamentos e níveis de leitura diversos, daí surgiu à necessidade de desenvolver um novo trabalho, e como na época eu já era estudante do Magistério comecei então desenvolver de forma rudimentar a pedagogia de projetos.
As dificuldades foram sendo sanadas aos poucos, alunos e pais foram aprendendo a gostar e a confiar no meu trabalho, que no começou surgiu resistência, pois eu era uma professora da zona rural e a maioria dos pais subestimava minha capacidade profissional. Nos anos seguintes, cada vez mais iam surgindo à diversidade e os desafios a serem superados, e, portanto, sempre surgindo à necessidade de um novo jeito de caminhar.
Em 2005 recebi o convite e assumi a coordenação pedagógica da EBJL, uma oportunidade que surgiu tão rápida e que muitos não acreditavam no meu potencial para partilhar com uma equipe conhecimentos e juntos buscarmos resultados. Mas tive o privilégio de conviver e aprender com um profissional de tamanha personalidade, Manoel Nobre, um amante da educação e um sonhador com uma sociedade mais justa. Com ele aprendi os primeiros traços de uma gestão escolar, pois sempre partilhava comigo as dificuldades e os avanços da EBJL em seus aspectos administrativos e pedagógicos.
Em 2007 assumi com a indicação de Manoel Nobre a coordenação administrativa da EBJL juntamente com outra grande figura com quem muito aprendi me diverti e me estressei, Erasmo Gonçalves, grande companheiro de luta. Juntos realizamos, com muitas dificuldades, mas também com sucesso, um trabalho que fomos reconhecidos pela coragem e determinação na busca da superação dos desafios. Com a participação dos colegiados, construímos o primeiro Projeto Político Pedagógico da EBJL e inédito, por ser a primeira escola do município a construir seu PPP.
Em 2009 quando deixei a coordenação administrativa da referida escola, fui convidada a assumir um trabalho como professora de apoio ao Programa Alfa e Beto, foi um trabalho interessante que realizei com a companheira Rivaneide Gonçalves e as coordenadoras da EBJL Nederjane e Eliana, tendo como público alvo, os estudantes do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental, os quais eram acompanhados e avaliados por mim com instruções do próprio Programa os avanços no nível de leitura e escrita. Todos os relatórios eram encaminhados à supervisora geral, Ana D’Arc, outra grande figura com quem aprendi a ser.
Em 2011 esse trabalho continuou, só que dessa vez, como coordenadora de quatro escolas da zona rural do meu distrito, sendo além das funções pedagógicas do Programa Alfa e Beto, também as funções administrativas das escolas. Foi um trabalho gratificante, pois de volta à zona rural, minhas origens, mas com um novo e desafiador trabalho. Também paralelo a essa função, neste mesmo ano, assumi a função de Chefe de Secretaria da E.M.R.D. rede estadual, apesar de todas as minhas passagens em funções administrativas em nenhuma delas fui tão envolvidas com a parte burocrática e ao mesmo tempo humana como a secretaria de uma escola. É um trabalho um tanto chato e que não me apaixonei até hoje. Gosto do vivo, do pedagógico, da alma, da essência, daquilo que pode ser mudado.  Acho até que fui além, pois na secretaria quando tive a oportunidade exerci além das minhas funções de secretária, consegui exercer atividades pedagógicas a partir das análises dos dados bimestrais.
Em 2012 assumi entre tantos obstáculos a função de diretora Adjunta/pedagógica da E.M.R.D, foi um curto prazo que em nada diferenciou da função de Chefe de Secretaria, tendo como companheira de luta a diretora Magna Gleyssia, jovem, determinada, juntas partilhamos sonhos angústias e vencemos desafios. Ainda em 2012 fui submetida ao processo de avaliação para diretor de escola, candidata a eleição de diretora da E.M.R.D e eleita pela comunidade escolar que já vinha acompanhando o meu trabalho na escola. Assumi em janeiro de 2013 o cargo de diretora na E.M.R.D., com êxito consegui desenvolver uma gestão participativa voltada para a busca de resultados e do reconhecimento do trabalho em equipe. Embora, tudo caminhasse para dá certo, resolvi em um ato que  também é característica de um líder,  tomar a decisão de deixar a gestão da escola.
Assim durante todo o ano de 2013 exerci o papel de líder, com verdadeiro espírito de liderança, focada no desejo de transformar sonhos e comportamentos. Foi um trabalho árduo e ao mesmo tempo gratificante, pois conseguimos envolver a comunidade escolar e ser reconhecidos pelo trabalho de uma equipe feliz, que tiveram a oportunidade de criar, construir e desenvolver projetos voltados à aprendizagem e ao protagonismo estudantil.
Para ser líder é preciso estar aberto aos desafios, estar motivado, ser otimista, passar para a equipe confiança, ser ousado, despertar no outro o desejo de agir, de fazer algo melhor, de ser melhor, não esquecendo que líderes são aprendizes que estão ali porque tiveram a oportunidade de estar, não porque sabem mais que os outros. Nessa visão, a liderança é um processo de construção diária em que o prazer estar naquilo que você constrói junto ao grupo.
Outro papel determinante para o líder é a visão holística. Só é capaz de apresentar ou criar junto ao grupo estratégias para vencer os desafios quem consegue ter essa visão. “A liderança tem o papel essencial de mobilizar e catalizar um grupo para objetivos comuns” (SEBRAE NA). Assim se dá a essência do sucesso do líder, a partir do vínculo que ele mesmo cria com o grupo.
Segundo Peter Senger a “liderança está na comunidade, nunca em indivíduos”. Uma grande transformação organizacional não é resultado do trabalho de um indivíduo sozinho, por brilhante que ele seja. Sempre haverá pessoas que abraçam a causa e, cada uma a seu modo e em seu momento, dão sua contribuição.
Pautada nessa colocação quero frisar, muitos são aqueles que contribuíram para me tornar líder. Os nomes presente no texto aqui são apenas daqueles com quem trabalhei de maneira mais próxima, dividindo medos, sonhos, angústias e sucessos, porém, inúmeras são as pessoas que contribuíram para minha trajetória de líder. Vale salientar que ninguém é líder para sempre, contudo, as características desenvolvidas nesse processo de experiência enquanto líder fará parte do nosso perfil profissional, que não é por mim construído, mas sim, constituído pelos medos, problemas, desafios, resultados e reconhecimento do meu trabalho, além do companheirismo. Digo, com vocês eu aprendi.


Obras consultadas
Como  Tornar-se Um Líder – Jonh Adair
Dimensões da Gestão  Escolar e suas Competências – Eloisa Luck
Site do SEBRAE artigos: Liderança e Estratégias alguns pontos - SEBRAE NA e Liderança se constrói no dia a dia - Flávia Alves de Brito Lacerda


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O Papel do Professor desde a Pedagogia Uniforme à Pedagogia Diferenciada

O Papel do Professor desde a Pedagogia Uniforme à Pedagogia Diferenciada

O Papel do Professor desde a Pedagogia Uniforme à Pedagogia Diferenciada

Uma discussão do texto Quatro métodos fundamentais de ensino/aprendizagem - proposto pelo professor José B. Duarte
Por Audeni Coelho Nobre
Com a democratização do ensino a escola passou a conviver com classes sociais diversificada, com isso a pedagogia uniforme deixou de funcionar, assim nos tornamos professores inquietos com nossa prática pedagógica. Costumamos ver hoje professores com discursos diferentes da prática. Todos sabem que é preciso mudar a prática pedagógica para atender às necessidades individuais dos estudantes, mas poucos conseguem se libertar do modelo de educação que recebeu, tornando assim um reprodutor do conhecimento, enquanto deveria ser um facilitador da construção deste.
Educar nos dias de hoje é uma tarefa complexa, exige do educador o conhecimento e a capacidade de transposição do conhecimento ao alunado no nível em que estes estejam abertos ao aprender.
Ajudar os educando no processo da aprendizagem e torná-los seres produtivos é necessário que este professor conheça “os objetos didáticos e identifique as aprendizagens fundamentais de modo  a planificar o seu estudo, avaliar os seus  conhecimentos e a identificar as  dificuldades,” (Ana Cadima, 1996, p.51). Para saber os objetos didáticos primeiro é necessário conhecer a turma através do diagnóstico que é uma ferramenta que possibilita o conhecimento do potencial e das dificuldades dos estudantes e consequentemente que didática ou objetos didáticos deve-se utilizar para despertar o interesse e a aprendizagem do  aluno.
Mesmo diante de um diagnóstico realizado em uma determinada turma o professor ainda pode ser surpreendido com realidades que não vieram átonas no diagnóstico e cabe a ele a flexibilidade das estratégias anteriormente traçadas. O diagnostico é a penas um meio para construir estratégias de trabalho voltadas para a realidade do estudante. Cabe ao professor criar estratégias e metodologias que facilitem a aquisição de novos conhecimentos.
De acordo com Byers Rose (1996), as atividades de aprendizagens só serão adequadas aos diferentes alunos se as mesmas assumirem determinadas características básicas a saber:
  • Ser relevantes considerando a experiência do aluno e a sua motivação;
  • Respeitar os diferentes ritmos dos diferentes alunos;
  • Promover nos alunos atitudes de investigação e descoberta;
  • Ser organizadas numa perspectiva de resolução de problemas.” (Cit. Por Morgado, 2004, p.89). Partindo dessa citação, percebe-se o cuidado que o professor deve ter ao traçar as metodologias de ensino que venham ser relevantes para a aprendizagem do aluno.

O imperativo pedagógico – o professor não será obrigado a seguir obedientemente a ordem dos conceitos nos programas – No meu entender, isto não implicarás  perda para o aluno, desde que o professor tenha a habilidade de reorganizar a proposta criando uma nova ordem, mas que esta atinja a construção dos conceitos ou competências que o aluno deve dominar.
Não considero perda de tempo quando há a necessidade de explorar mais o conteúdo gastando mais tempo do que o previsto procurar uma nova estratégia de ensino, refazer o plano de aula, quando este não teve êxito. O que importa mesmo é a construção da aprendizagem. Faz-se necessário sempre a revisão da metodologia utilizada. Manter o diálogo com o estudante, dar a atenção às colocações feitas por eles, conhecer o contexto em que o aluno está inserido, tudo isto contribui para melhoria dos processos de ensino aprendizagem.
Conhecer a realidade do aluno possibilita o desenvolvimento de uma pedagogia diferenciada, esta permite também que os alunos interajam uns com os outros, construindo novas competências ou consolidando aquelas que já estão em construção.
A dinâmica do trabalho em grupo requer atenção e organização no trabalho do professor para que todos os alunos participem e sejam beneficiados em termo de aprendizagens.
 Métodos de ensino
Entre os métodos de Ensino o que mais me chamou atenção foi o método de aprendizagem cooperativa, sabendo que os demais também possuem sua relevância. Porém focarei aqui a penas os dois a seguir: 
Método expositivo, para lá de aparente facilidade.
Eu diria que este é o método mais usado em toda e qualquer instituição de ensino ainda hoje, talvez seja este o mais prático para interligar o conhecimento que o aluno já tem com o que ele deverá adquirir. 
O método expositivo é uma oportunidade que se tem para melhorar o ensino, ao professor cabe o papel de despertar de maneira inteligente os conhecimentos prévios, assegurando a sequência lógica dos conceitos fundamentais à compreensão do conteúdo.
Método de Aprendizagem cooperativa
É no meu ponto de vista um caminho ao ensino democrático, o que não significa uma tarefa fácil, requer organização e muito critério pré-estabelecido antes e durante a aula. Mesmo fazendo uso desse método o professor e os alunos sentirão a necessidade de recorrer aos demais métodos de aprendizagens.
O trabalho em grupo ajuda os alunos como um todo, pois há um compartilhamento de aprendizagens. A troca de conhecimento favorece a todos, desde os que apresentam melhor desempenho aos que estão com dificuldades de aprendizagens, pois enquanto uns constroem outros consolidam a aprendizagem. Também possibilita a autonomia do estudante, na medida em que ele participa, opina, ele desenvolve seu senso crítico e se torna um ser mais atento ao meio em que vive.
Os desafios da pedagogia diferenciada
O desafio está no que diz Esteve (1995), cem por cento das crianças  entram na escola e, logo, entram “também cem por cento dos problemas sociais pendentes”. Essa é a realidade da escola atual, convivemos com tantos fatores externos, que afetam o cotidiano dos nossos estudantes, que é preciso a articulação diária na busca de métodos, que supere as dificuldades encontradas no dia-a-dia da sala de aula. O professor precisa está aberto a conviver com esses aspectos não se acomodando com eles, mas procurando maneira através da sua prática pedagógica que transforme essa realidade.
Acredito que o maior desafio, é a planificação do conhecimento, garantindo o sucesso e aquisição das competências correspondentes àquela série a todos os estudantes. Para assegurar essa planificação, o professor terá uma árdua tarefa, mas com uma missão gratificante, quando ele acredita no seu potencial de educador e faz a diferença no que ensina, porque ensina por meios que gera a aprendizagem. Faz uso de objetos pedagógicos diversos, considerando que cada estudante é único e que o tempo de cada um é diferente, o que se faz necessário recorrer as estratégias diversificadas.
Como cita Jose B. Duarte no texto Pedagogia Diferenciada: “ uma pedagogia diferenciada apoia-se numa dinâmica de redirecionamento da atividade do professor”, é preciso sempre está atento ao que o aluno já construiu, permitindo a socialização desse conhecimento com os outros estudantes através do trabalho em grupo e redirecionando sempre que necessário a outras atividades. O importante no final do processo é o sucesso do aluno na vida escolar e consequentemente na sociedade.
Somos responsáveis pela transformação desta sociedade e essa transformação começa em cada ação que realizo na minha prática pedagógica. Gerenciado o minha prática, criando novas estratégias de ensino, permitindo o diálogo entre estudante/estudante, estudante/professor e professor/estudante, vamos compreendendo uns aos outros e assim construindo competências necessárias a convivência em uma sociedade mais justa e igualitária.
Ao realizar a leitura dos textos da coletânea de José B. Duarte, pude observar que enquanto professora da realidade atual, há muitos desafios a serem vencidos. Muita busca de conhecimento e melhoria da prática pedagógica. Essa busca, poderá ser feita entre tantos outros caminhos, partindo da investigação do desenvolvimento da aprendizagem que é um caminho que nos leva a oportunidade de reconstruir uma nova educação,  educação esta, voltada a atender democraticamente a clientela da escola atual.

Bibliografia
Texto 3 de José B. Duarte –Quatro Métodos Fundamentais de Ensino Aprendizagem: Pedagogia Uniforme à Pedagogia Diferenciada. ( Coletânea de textos).
CADIMA, Ana – Diferenciação: No Caminho de uma Escola para Todos. Noesis, 1996
MORGADO, José – Qualidade na Educação – Um Desafio para os Professores. Coleção Ensinar e Aprender Editorial Presença, 2004.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O ENSINO DA MATEMATICA COM NOVAS PERSPECTIVAS DE APRENDIZAGENS


COMO O PROFESSOR E O ALUNO TÊM INTERAGIDO SEUS CONHECIMENTOS PARA A CONSTRUÇÃO DE NOVOS SABERES NA DISCIPLINA DE MATEMÁTICA?
Audeni Coelho Nobre
Mestranda em Ciências da Educação
Pela Universidade Lusófona  de Portugal

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Atualmente a escola pública tem ganhado novas responsabilidades e desafios, não podendo, portanto, continuar com as mesmas práticas ultrapassadas longe de suas aplicabilidades. Estamos na era da tecnologia. O estudante não suporta mais a sala de aula. O professor já não tem o papel de antes, de mero transmissor de conhecimentos.
Para (Barbosa, 2004) “a educação, hoje, sofre grande pressão no sentido de sua transformação e enfrenta o desafio de ser repensada e de promover mudanças no seu papel, finalidade e inserção social”.
Trazendo a reflexão de Barbosa para o ensino da Matemática a necessidade de promover mudança é ainda maior, pois em muitos campos já evoluímos na construção de novos saberes, no entanto, em se tratando do ensino da Matemática, essa parece não sofrer alterações na metodologia de ensino. Percebe-se a falta de interação entre o conhecimento existente e o conhecimento que venha a emergir.
Novos caminhos devem ser trilhados pelos educadores na busca da transformação de suas práticas de ensino e na inserção de novas possibilidades de ensino.
Hoje o ensino de Matemática ainda se encontra preso, aos modelos pedagógicos convencionais, o que contradiz a nossa realidade, onde se convive com um mundo cada vez mais tecnológico, que nos convida a mudança de paradigma e a busca constante de novos conhecimentos. Nesse contexto, o ensino da Matemática não pode mais permanecer na mesmice de sempre.
“No decorrer dos anos, a Matemática tem sido ensinada obrigando o aluno a estudar e a resolver problemas fora da sua realidade e, até sem aplicação no cotidiano”. Tal ensino é remanescente do Método Tecnicista onde se ensinava técnicas para o aluno aprender, a partir do memorizar, se contrapondo aquela que considera o conhecimento em constante construção. (OLIVEIRA-2007).
Se o conhecimento é construído a partir da integração ou troca de conhecimentos entre os indivíduos, o papel do professor de matemática é o de facilitador deste conhecimento, empregando uma metodologia de introdução do conhecimento científico a partir daquele já existente.
Na tentativa de compreender o ensino da Matemática como base para a compreensão de todas as outras ciências, diversos conceitos são formulados e discutidos entre educadores e educando. A Revista Cálculo - Matemática para Todos, apresenta o ponto de vista de alguns educadores sobre o que é Matemática.
“Sérgio Perine, professor de estatística na Anhanguera Educacional, diz que desde a antiguidade a maioria dos filósofos usava a Matemática para explicar o que acontecia no mundo real, como também usava o mundo real para verificar as Teorias Matemáticas. Hoje a pessoa gosta ou odeia só que todos mexem com números”, diz Sergio. Além disso, ela ajuda a ter um raciocínio lógico centrado e uma visão mais objetiva das coisas.
Pautado nesta colocação percebe-se que não é de hoje a preocupação de ensinar matemática para a vida e trazer a matemática da vida para a escola e comprovar a necessidade de aprender os conteúdos matemáticos.
Os diversos conceitos passados de geração a geração sobre a Matemática são como um saber consolidado, exato e que nada há a se construir. No entanto, “Se a Matemática é a língua do universo como disse Galileu” ela não pode ser consolidada, pois o universo está em constante modificação, o que nos permite dizer que a Matemática não é um saber pronto e acabado. Se assim fosse não teria sentido algum para a vida do homem. Então o olhar do professor, a maneira como ele vê essa disciplina influenciará diretamente no processo da aprendizagem do aluno.
 A mesma situação pode ser colocada para o aluno, que se em séries iniciais tiver a oportunidade de ser conviver com um professor que gosta e sabe interligar a disciplina ao seu cotidiano, o aluno provavelmente irá se interessar e gostar da disciplina, sendo este incluído na lista daqueles que obtém sucesso na aprendizagem desta disciplina, se em caso contrário, o sujeito for trabalhado por um professor que detesta a área, que não tem formação para tal, aluno já será do meu ponto de vista impulsionada para também detestar a Matemática e provavelmente condenado ao fracasso escolar nesta disciplina. Contudo, ele também poderá se sentir desafiado a mostrar o contrário ao professor, ou seja, que a disciplina é útil, interessante e está presente em todos os eventos do nosso cotidiano.
Outro ponto interessante que ressalta o professor Sérgio é “as pessoas não sabem que a Matemática é o alicerce de outros conhecimentos.  A estatísticas, por exemplo é usada em todas as áreas”.
Vinícius Werneck, professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro completa a fala do professor Sérgio quando diz “ o homem evoluiu na medida em que a Matemática evoluiu.”
No meu ponto de vista, a matemática evolui quando se busca caminhos que permite articular os conteúdos escolares ás práticas do cotidiano, desenvolvendo no ser humano a capacidade de pensar, agir, e reconstruir os saberes que sejam compatíveis às suas necessidades no meio em que vive.
Conforme a Base Curricular Comum do Estado de Pernambuco as atividades matemáticas, movidas pela necessidade do homem de organizar e ampliar seu conhecimento e por sua capacidade de intervenção sobre os fenômenos que o cercam, gera ao longo da evolução histórica um corpo de saber matemático, que é o campo científico, extenso, diversificado e, contrariamente ao que se pensa em muitos segmentos da sociedade, um campo em permanente evolução nos dias atuais e não um repertório de  conhecimentos antigo petrificados (BCC-PE 2008 p.72).
A  Matemática por muito tempo foi vista como uma ciência exata, estável, sem evolução. Hoje diversas pesquisas tentam mostrar a abrangência dessa ciência, bem como sua contribuição na evolução de outras ciências. No meu entender, o que falta ao processo de compreensão é a escola, enquanto instituição responsável pelo desenvolvimento da aprendizagem, despertar no professor e no aluno a compreensão da dimensão da aplicabilidade da Matemática na vida do homem.
O professor deve ter um olhar holístico, com  senso crítico, sendo capaz de transformar sua prática, incorporando novas possibilidades de aprendizagens, se permitindo ele próprio a superaração de  barreiras,  indo além da proposta curricular  fazendo uma ponte entre o currículo e a vida social do aluno.
Situar o sujeito no tempo, espaço e meio cultural, possibilita introduzir a ideia da modelagem matemática: “a arte de transformar problemas da realidade em problemas matemáticos e resolvê-los interpretando suas soluções na linguagem do mundo real.” (BASSANEZI,2002, p.16  apud  BCC-PE 2008).
A Etnomatemática defendida por Ubiratan D’Ambrosio diz que o ensino da matemática não pode ser hermético, nem elitista. Devem levar em consideração a realidade sócia cultural do aluno, o ambiente em que vive e o conhecimento que traz de casa. Contudo, se fizermos uma rápida observação de uma aula sobre Equação do Segundo Grau na  8ª série do Ensino Fundamenta l, por exemplo, o que se percebe é que dificilmente o professor terá condições de associar esse conteúdo a uma situação da vida real do estudante, o que torna essa equação muitas vezes sem aplicabilidade na vida do aluno, pois no momento da compreensão não houve uma ligação com o seu cotidiano. O que passa para o aluno é apenas a fórmula que lhe dará suporte para chegar à solução da equação.
Daí surge a complexidade da construção do saber, pois o saber não é algo injetável, é um processo de troca, de associação entre o conhecimento empírico e o científico. O saber científico deve ser moldado a partir do conhecimento trazido da realidade vivida pelo aluno. Para tanto, isso requer sobre tudo do professor, uma formação capaz de compreender e transformar junto aos educandos esses conhecimentos, o que muitas vezes, ou na maioria das vezes, isso não é possível, pois  os professores que lecionam matemática, digo, com base na Região do Araripe, não possuem formação na área de  Matemática,  são licenciados  em Ciências Biológica, o que torna no meu ponto de vista, a situação ainda mais grave.
Perez (1999, p.271) reforça a necessidade de mudança no processo de formação ao afirmar que talvez seja necessária uma perspectiva utópica na formação do professor de matemática, que lembra a retórica de certos discursos vazios, mudando o paradigma de um professor introduzido em um processo preestabelecido e normativo professor competente e compromissado que controle por si mesmo seu processo profissional e os recursos de que necessita para ativar esse processo.
Bastante pertinente à colocação de Perez, pois o professor é a figura mais próxima da realidade do aluno, e, portanto, o responsável pela efetivação da aprendizagem, aprendizagem esta, que se dá pela interação dos conhecimentos do grupo e os conhecimentos orientados pelo professor, conforme suas possibilidades ou meios didáticos utilizados na sua prática pedagógica, sendo este o responsável também pela criatividade e controle dos recursos de que necessita para desenvolver a aprendizagem.
Nesse contexto, o aprendizado seria no meu ponto de vista consolidado se houvesse como resultado a ampliação, ou melhor, a transformação do aprendizado de uma situação que o aluno já conhecia para uma situação que passou a conhecer.
“Para definir uma estratégia de trabalho em sala de aula devemos considerar os elementos em jogo neste contexto, isto é, o professor na qualidade  de agente do processo e o aluno na qualidade de paciente do processo, isto é, o professor aquele que orienta a pratica docente e o aluno aquele que se submete à pratica orientada pelo professor. A estratégia adotada para essa condução é o currículo. (D’Ambrosio, 1986 p.44).”
A situação citada acima reforça uma realidade do sistema de ensino hoje, especificamente a Matemática, vem sendo trabalhada com base em um currículo elaborado para atender a demanda dos resultados esperados nas chamadas escalas de proficiências do SAEPE (Sistema de Avaliação de Pernambuco) e SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica), ambas as avaliações caminham baseadas em competências de aprendizagens que devem ser desenvolvidas nos estudantes que em respostas deverão atingir as metas previstas para as Unidades de Ensino  a nível estadual e nacional respectivamente.
No meu ponto de vista essas competências fogem da essência, quando a própria BCC-PE diz “ a ideia de competência implica fazer escolhas que promovam no sujeito às condições para que possa interpretar, intervir em sua realidade de cidadão. (BCC-PE, 76).
Diante desta colocação fica claro o verdadeiro sentido da construção de competências, contudo, a corrida principal hoje, não é no meu entender, essa busca da construção de competências. São inúmeros fatores de ordem social, cultural e econômicos que dificultam esse processo.

ESTADO DA ARTE
Preocupa-me essa realidade, em que tantas vezes compactuo com ela, seja na função de professor, gestor ou na difícil missão de educadora. Não posso fechar os olhos para um cenário que há séculos pede atenção e que muitos já contribuíram para tornar esse cenário um tanto mais interessante para o aluno, porém, outros ainda estão fechados, ou melhor, atados no mesmo ponto. A necessidade de mudança é um convite diário a vida do educador, no entanto, a forma como fomos educados, oprimidos, nos impede de nos libertarmos desse modelo e assim vamos passando para nossos alunos a mesma cultura de opressão que tivemos.
 “Educador e educandos se arquivam na medida em que, nesta distorcida visão da educação, não há criatividade, não há transformação, não há saber.”( FREIRE, 2005, P.66-67).
Compreendo como pesquisadora, a contribuição da Educação Matemática e da Etnomatemática para a melhoria do ensino da Matemática, no entanto, percebe-se ainda, a ausência destas áreas na prática pedagógica do professor. Muito embora, as pesquisas não sejam recentes, considero pouco exploradas pelo ambiente escolar, mesmo estando presentes na Base Curricular Comum de Matemática do Estado de Pernambuco, é como se a corrida fosse a prol simplesmente de cumprir o currículo, sem muita importância à prática desenvolvida pelo professor.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FREIRE, Paulo Pedagogia do Oprimido, Rio de Janeiro, Paz e Terra 2005.
BARBOSA, Nanci Rodrigues. Meditação e Negociação de Sentido em Práticas de Educação à Distância Voltadas a Formação Profissional. Dissertação de Mestrado. São Paulo:USP, 2004.
OLIVEIRA, Ana Maria Rocha. A contribuição da prática reflexiva para uma
docência com profissionalidade. Boletim Técnico do Senac, Rio de Janeiro,v.
33, n. 1, p. 46-61, jan./abr., 2007.Disponível em :
http://www.senac.br/BTS/331/artigo_04.pdf . Acesso :25/09/2010       
Revista Cálculo: Matemática para todos, Ed. 32 – Ano 3 – Setembro 2013.
BASSANEZI, R.C. Ensino aprendizagem com modelagem matemática. São Paulo: Contexto, 2002.
Base Curricular Comum para as Redes Públicas de Pernambuco – 2008.
O Laboratório de Ensino de Matemática na Formação do Professor/ Sérgio Lorenzato (org). 3.ed. – Campinas, São Paulo: Autores Associados, 2010. (Coleção Formação de Professor).
PEREZ, G. (1999) “Desenvolvimento Profissional”. In: BICUDO, M.A.V. (org). Pesquisa em Educação Matemática: Concepções e Perspectivas. SP, Editora da UNESP, PP.263-282.
D’Ambrósio, Ubiratã, 1932 – Da Realidade à Ação: Reflexão sobre Educação Matemática e Matemática/ Ubiratan D’Ambrosio – SP: Summus; Campinas: ED. Da Universidade Estadual de Campinas, 1986.